Quinta-feira, 10.02.11

Dignidade sempre, também nas imagens

Imagina a seguinte situação:
- apanhas uma gripe terrível (daquelas que te arrumam a um canto e te transformam numa bola ranhosa e despenteada, incapaz de te mexer para tomar banho, vestir ou sequer para assoar o nariz).

 
- no momento em que estás mais frágil e em desespero total, entre uma equipa médica pelo teu quarto a dentro, devidamente acompanhados por um batalhão de jornalistas (com equipa de filmagens e meia dúzia de fotógrafos com as máquinas a disparar como se fosses uma super-estrela).

 

- depois recebes tratamento, a gripe desaparece e até dás uma entrevista brilhante aos jornalistas. Agradeces aos médicos e a todos os que vieram em teu auxílio.

 

- no dia seguinte descobres fotografias tuas na internet, reportagens nos jornais e na televisão e a única coisa que mostram é a tua imagem despenteada, de pijama vestido e com ranho a escorrer pelo nariz.

 

Ficarias feliz ao saber que a imagem de um momento menos bom da tua vida estava imortalizada na TV, nos jornais, na internet e sabe-se lá mais onde?


Cumprimentarias os jornalistas pelo bom trabalho que tinham feito ao espalhar a tua cara (ranhosa e despenteada) pelo mundo?

 

Pois! Nós também não! Agora lembra-te estamos a falar só de uma gripe… Se estivéssemos a falar de uma situação mais grave (do tipo de situações que os ODM abordam) a imagem seria ainda pior.

Todos nós sabemos que há quem procure imagens chocantes para ilustrar as suas notícias. Mas nós, Organizações Não Governamentais e sociedade civil em geral (sim, estou-te a incluir a ti que estás a participar no Curtas), não temos como objectivo vender, o nosso objectivo é mudar o mundo e construir uma sociedade mais justa. Por isso temos que pensar não só nas mensagens que queremos transmitir, mas também na forma como as passamos.

 

Ao longo dos anos, as ONG têm pensado e discutido muito sobre este assunto e até existe um Código de Conduta sobre utilização de imagens (podes encontrar o documento AQUI).

Vê o trabalho da Oikos, por exemplo, estamos presentes no terreno em momentos críticos e em situações de emergência (Haiti, Moçambique, etc.) mas mesmo no meio de catástrofes humanitárias de grandes dimensões, procuramos mostrar imagens que preservem a dignidade das pessoas (naquele que, provavelmente, será um dos piores momentos da sua vida).

 

Para sensibilizar não é preciso chocar, para informar não é preciso dar espectáculo, para explicar não é preciso estereotipar.

 

Pensem nisto quando estiverem a fazer os vossos vídeos.

publicado por Oikos às 11:09 | link do post | comentar
Segunda-feira, 24.01.11

Spot Curtas - Lua Vermelha

 

Cinco jovens actores da série "Lua Vermelha" deram o seu apoio ao Concurso de Curtas de Cinema Documental Jovem da Oikos. Cecília Henriques, Raimundo Cosme, Raquel André, Tiago Pereira e Catarina Mago meteram mãos à obra para mostrar que afinal... é tão fácil mudar o Mundo!

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publicado por Oikos às 23:18 | link do post | comentar
Terça-feira, 07.12.10

Informações e perguntas frequentes

Como já devem ter percebido estamos com algumas dificuldades técnicas para responder às questões que nos têm colocado. Por isso decidimos responder às vossas questões em bloco, em vez de colocarmos respostas individuais:

 

Dimensão dos grupos?
A Oikos promove a cooperação entre povos, entidades, gerações e pessoas, como tal consideramos que, apesar de cada Curta poder ser um trabalho individual, trabalhando em grupo poderá ser a forma mais fácil, divertida e proveitosa de fazer o teu documentário. No entanto, como queremos que todos se envolvam em todas as fases da criação do filme (e três minutos não é assim tanto tempo) decidimos limitar o número máximo de elementos de um grupo em 10. Grupos maiores façam o favor de se dividir (por exemplo por sorteio) e depois façam uma pequena competição interna para saber quem faz o melhor vídeo…

 

8 Objectivos ou 1 Objectivo?
Cada participante tem a liberdade para definir o tema da sua Curta. Poderá ser um Objectivo apenas, poderão ser dois ou três mais relacionados entre si ou poderão ser todos os oito. Fica à vontade dos realizadores. Apesar de 3 minutos ser pouco tempo, com alguma criatividade será possível fazer um filme curto, conciso e com impacto que aborde os oito objectivos. Para quem considere que quer mesmo falar dos oito, mas que três minutos é muito pouco tempo, porque não fazer 8 filmes de três minutos?

publicado por Oikos às 16:00 | link do post | comentar

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